Destaque, Teatro - Após 48 anos, ópera "Tristão e Isolda" retorna em grande produção ao Theatro Municipal de São Paulo
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Após 48 anos, ópera “Tristão e Isolda” retorna em grande produção ao Theatro Municipal de São Paulo

Após quase cinco décadas sem ser apresentada no Theatro Municipal de São Paulo, a ópera “Tristão e Isolda”, de Richard Wagner, retorna em uma produção  que ocupará a Sala de Espetáculos. A montagem, dividida em três atos, terá direção musical de Roberto Minczuk, regência do Coro Lírico Municipal por Hernán Sánchez Arteaga e direção cênica de Allex Aguilera, em parceria com o Teatro de la Maestranza de Sevilla. As apresentações estão marcadas para os dias 22, 26, 29 e 31 de julho, além de 2 de agosto, sempre às 17h.

O elenco traz alternadamente os tenores Simon O’Neill e Michael Weinius como Tristão, e as sopranos Annemarie Kremer e Eiko Senda como Isolda. Também participam Leonardo Neiva como Kurwenal, Denise de Freitas e Luisa Francesconi como Brangäne, Hernan Iturralde como Rei Marke, além de Paulo Queiroz, Jessé Vieira, Cleyton Pulzi e Edu Martins em papéis de destaque. A equipe técnica reúne nomes como Gabriel Pederneiras no design de luz, Arnaud Pottier no design de vídeo, Jesús Ruiz nos figurinos, com assistência de Ana Llena, e Piero Schlochauer na assistência de direção.

Descrita pelo próprio Wagner como sua obra mais ousada, Tristão e Isolda é considerada um marco na música ocidental por expandir os limites da tonalidade e da harmonia tradicional. O célebre “acorde de Tristão”, apresentado já no prelúdio, tornou-se símbolo das transformações que moldaram a música dos séculos seguintes. Para o diretor cênico Allex Aguilera, a ópera ocupa um lugar singular dentro do repertório wagneriano, ainda mais que a monumental O Anel do Nibelungo, por seu caráter profundamente pessoal e pela melancolia que permeia cada nota e palavra. Segundo ele, a obra é uma corrente sonora extraordinária, impregnada de um sentimento de amor que aspira ao universal.

Inspirada na versão de Gottfried von Strassburg para um dos mitos medievais mais conhecidos e influenciada pela filosofia de Arthur Schopenhauer, a trama acompanha a paixão arrebatadora entre Tristão e Isolda, desencadeada pela ingestão acidental de uma poção de amor. O romance proibido culmina em um desfecho trágico, marcado pela célebre ária final Liebestod, considerada um dos momentos mais emblemáticos da história da música.

SERVIÇO
Tristão e Isolda, ópera em 3 atos com música e libreto de Richard Wagner
Sala de Espetáculos – Theatro Municipal de São Paulo

ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL
CORO LÍRICO MUNICIPAL

Datas e horários
22 de julho, quarta-feira, às 17h
26 de julho, domingo, às 17h
29 de julho, quarta-feira, às 17h
31 de julho, sexta-feira, às 17h
2 de agosto, domingo, às 17h

Foto: Roberto Alcain

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